Segunda bateria de textos – Psicologia Social

Eu não sei até que ponto vocês, companheiros, estão comprometidos com a leitura dos textos de psicologia social. Entretanto, ao final do post seguem as mais novas incumbências, quentinhas!

Como de praxe, segue também a “extensãozinha”. Eu ando um pouco preconceituoso com o tema “sociais”, não tanto em relação ao tema em si acredito, mas dos produtos da sapiência que se gerou em torno dele – ou os poucos que existem. Eu realmente sinto falta da aplicabilidade das teorias – é claro, não a ponto de se tornar um pragmatismo ao extremo – mas um pouco de bom senso no que tange à nossa própria realidade. Afinal de contas, em um universo social acredito que pouco importa a abstração simplesmente pela sapiência, sem a menor justificativa proveniente de uma crítica da nossa realidade e aplicação para transformação dessa.

Enfim, minha premissa é essa: botar a mão na massa, fazer valer nossa formação para uma boa crítica e uma transformação, sutil que seja, dentro da família, da universidade, dos clubinhos de afinidades… Uma hora ou outra o mundo irá requisitar isso, por bem ou por mal. Como cada um pode fazer isso, não sei, nem tenho a pretensão em saber – tudo que me é possível é saber o que eu posso fazer, e que o mundo pode requisitar de mim.  Vejo muita gente versar sobre a sociedade – e como é bom. Mas no final, fico com Lula no diálogo que marcou história com Ruth Escobar, durante as eleições presidenciais de 2002 (com todo respeito a Sartre):

– Os brasileiros têm duas opções: Votar em Sartre (FHC) ou escolher um encanador. (Ruth Escobar)

– A Ruth Escobar pode passar a vida inteira sem um sociólogo, mas não pode passar sem um encanador. (Lula)

 

Enfim, os textos:

GLEITMAN, H. Pensamento e Conhecimento

GLEITMAN, H. A linguagem

CIAMPA, A. Identidade

GLEITMAN, H. Interação Social

GLEITMAN, H. Cognição social e emoção

 

Psicologia Social I e II

Companheiros de turma,

Com respeito ao cd-rom que ficou a encargo da sala para que seu conteúdo fosse repassado, enfim, aqui está o conteúdo no final do post.

Como de praxe, para não deixar morrer a inspiração, segue o poema sociedade, de Drummond – acredito que o tema seja pertinente à disciplina, cabe a reflexão.

Abraços!

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Sociedade

O homem disse para o amigo:
— Breve irei a tua casa
e levarei minha mulher.

O amigo enfeitou a casa
e quando o homem chegou com a mulher,
soltou uma dúzia de foguetes.

O homem comeu e bebeu.
A mulher bebeu e cantou.
Os dois dançaram.
O amigo estava muito satisfeito.

Quando foi hora de sair,
o amigo disse para o homem:
— Breve irei a tua casa.
E apertou a mão dos dois.

No caminho o homem resmunga:
— Ora essa, era o que faltava.
E a mulher ajunta: — Que idiota.

— A casa é um ninho de pulgas.
— Reparaste o bife queimado?
O piano ruim e a comida pouca.

E todas as quintas-feiras
eles voltam à casa do amigo
que ainda não pôde retribuir a visita.

Carlos Drummond de Andrade, in ‘Alguma Poesia’

LINK: http://www.4shared.com/file/MmUvXWV6/Psic.html

Textos de Antropologia

É difícil traçar um paralelo concreto entre o alguns pontos do campo de atuação da psicologia e da antropologia. Enquanto ciência moderna, a antropologia tem estudado os símbolos culturais da humanidade e o comportamento de grupos sociais específicos, objetos esses que há muito já eram estudados pelo viés da psicologia, como por exemplo com Wilhelm Wundt, sobretudo em sua Volkerpsychologie, Freud em seus estudos psicanalíticos e Skinner com sua ciência do comportamento humano.

Assim sendo, é inegável a influência de uma dessas ciências sobre a outra, por isso cabe a relevância dos estudiosos da antropologia e da psicologia de um ao outro – motivo pelo qual, acredito, temos a matéria de antropologia em nosso currículo. Levi-Strauss, em nota introdutória à obra Sociologia e Antropologia, de Marcel Mauss, descreve a relação entre as ciências sociais – dentro das quais a antropologia – e psicologia:

“Portanto, é realmente verdade que, num certo sentido, todo fenômeno psicológico é um fenômeno psicológico, que o mental identifica-se com o social. Mas, num outro sentido, tudo se inverte: a prova do social, esta, só pode ser mental; dito de outro modo, jamais podemos estar certos de ter atingido o sentido e a função de uma instituição, se não formos capazes de reviver sua incidência numa consciência individual. Como essa incidência é uma parte integrante da instituição, toda interpretação deve fazer coincidir a objetividade na análise histórica ou comparativa com a subjetividade da experiência vivida”.

Adiante, seguem grande partes dos textos que utilizaremos no decorrer do curso de antropologia. Caso tenham o arquivo ou o link de outros textos que não esses, coloquem no comentário para distribuirmos.

o pessimismo sentimental e a experiencia etnografica – por que a cultura nao é um objeto em via de extinção – parte-ii

o pessimismo sentimental e a experiencia etnografica – por que a cultura nao é um objeto em via de extinção – parte-i

58756964-Sociologia-e-Antropologia-Marcel-Mauss-as-Tecnicas-Do-Corpo

Clifford Geertz – A Interpretação das Culturas – Uma Descrição Densa Por uma Teoria Interpretativa da Cultura

Clifford Geertz – A Intepretação das Culturas Um jogo absorvente Notas sobre a briga de galos balinesa

GEERTZ, Clifford. Anti anti-relativismo

algumas_formas_primitivas_de_classificac3a7c3a3o_-_durkheim1

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